As pessoas são interessantes. Elas buscam a verdade suprema da vida no real, no concreto. Quando na verdade nada é assim concreto e real. As coisas às quais a gente costuma se apegar são... Frágeis. Não tem palavra melhor. Frágeis como nós, porque estão na nossa realidade e fazem parte da gente.
"Somos feitos da mesma matéria que compõe os sonhos, e nossa breve vida está envolta em sono"
Tudo, todos, somos no fim poeira das estrelas.
Quem já leu os contos do Neil Gaiman sabe do que estou falando. As histórias dele se passam num mundo muito menos real, mas muito mais verdadeiro. Porque no fundo a realidade não passa de fumaça e espelhos: a fumaça borra o contorno das coisas, de modo que a gente não vê o que elas realmente são, e os espelhos criam ilusões o tempo todo.
E aí?
E aí nada. Viver num mundo que é tão frágil quanto a superfície da água não é ruim, porque é esse o mundo em que vivemos. Porque as coisas não são o que parecem, mas ficar pensando sobre isso o tempo todo é caminho certo para a loucura, ou para a descrença, ou a apatia.
Aceitar que o mundo é frágil e é uma ilusão não me impede de continuar vivendo nele, aprendendo nele.
Todo caminho leva a algum lugar, certo? E existem todos os tipos de caminhos: caminhos que parecem sólidos, seguros; trilhas bem-feitas; e aqueles que te levam pro mundo dentro do espelho, do outro lado da chuva. E às vezes, seguir só um caminho não é a coisa certa; seguir vários caminhos, andar ora por aqui e ora por ali... Afinal, a verdade está em todo lugar. A verdade está em lugar nenhum.
E não existe estupidez maior que brigar pra ver qual caminho é o certo. Não existe caminho certo. Todos os caminhos são certos. É simples. Cada um com seu mundo, com sua verdade e seu caminho; e tudo está certo, porque tudo está errado. Certo e errado. Luz e sombra. Vida e morte. Yin e Yang. Tudo é dois, e todos os dois são sempre um.
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Beijos e suco de kiwi! ^-^
