Há um ano, no meu outro post da virada, eu tava feliz e não tinha como celebrar. Lembro vagamente da sensação - era como se eu tivesse superado pra sempre as coisas ruins, e fosse uma pessoa novinha em folha, uma página em branco.
Bom... Hoje não é bem assim que eu me sinto. Me sinto bem, claro; o ano foi diferente do que tinha esperado, mas trouxe boas surpresas, boas sensações e bons momentos. Ruins, também, mas isso não dá pra evitar. Olhando agora, é melhor que tenha sido diferente das minhas expectativas: tive muitos insights e pude olhar dentro de mim (metaforicamente, ainda não foi esse ano que fiz uma ressonância ou uma tomografia) com olhos mais livres, menos pendendo pra um lado ou outro. Foi como olhar pra outra pessoa; alguém muito conhecido, mas ainda assim, outra pessoa. E tudo, as atitudes, as decisões, os erros, as coisas de que me arrependo um pouco ainda, tudo, estava ali, claro tal qual visto num espelho desses mágicos que a gente lê em histórias (como por exemplo o espelho de Galadriel); e por mais doloroso que tenha sido olhar pra isso - e só eu sei quão doloroso tudo isso foi, quanto eu chorei - foi bom; cresci mais um pouquinho olhando pra tudo e pensando sobre tudo. De modo que acho que estou pronta pro que 2012 me trouxer (incluindo nessa conta o apocalipse zumbi).
~*
Mentira. Não estou pronta pro Show da Virada (esse de hoje e o do ano que vem menos ainda).
Nem pra vinheta da Globo, menos ainda se for cantada pelo Roberto Carlos.
Saturday, December 31, 2011
Friday, December 23, 2011
Sobre ódios
E daí eu lembrei que não dei continuidade ao Desafio Musical de 30 Dias do Facebook. Fiquei um tempo meio que me recriminando, aquela história de nunca terminar as coisas que começo, etc, quando lembrei onde parei: uma música de uma banda que eu odeio.
Bom, não sei vocês, mas eu não odeio de fato nenhuma banda. Não consigo lembrar pelo menos. Ou eu não gosto da banda ou, se ela é muito ruim, eu desprezo. E como todos sabem, desprezo não é ódio, então achei que perdia um pouco do sentido da coisa.
E aí esses dias, com o ócio batendo profundamente na minha vida, me peguei pensando que odiar é um negócio muito forte. Você tem realmente que estar disposto a odiar algo/alguém, porque demanda energia, tempo e força de vontade. Por exemplo, peguemos o caso dos gays e dos homofóbicos. Uma coisa é você não achar certo casais do mesmo sexo, mas continuar vivendo sua vidinha de boa; outra bem diferente é achar errado, pregar que é uma abominação e incitar violência e/ou a inconstitucionalidade de o movimento gay pedir pelos mesmos direitos da população heterossexual.
Você, cidadão mediano, vivendo tranquilo na sua, vê um casal gay e talvez pense "ah, que coisa horrível", depois de cinco segundos volta a ler seu jornal, seu livro, regar as samambaias, não sei. Mas você não joga lixo na casa deles, você não bate neles com uma lâmpada, você não despede sua diarista porque ela é lésbica... É um preconceito, sim; mas é o tipo de coisa que dá pra ir remendando com o tempo, porque dá pra conversar e argumentar com pessoas assim, e eventualmente elas entendem - ou aceitam - que homossexuais sempre existiram, e que eles não tentam converter todo mundo (como se fosse uma seita ou sei lá).
Que odeia gays - ou negros, ou pobres, ou na'vis, sei lá - gasta uma quantidade absurda de energia e tempo da própria vida propagando esse ódio. Porque quando você vê algo que odeia, você fica com raiva, aquilo estraga seu dia, você xinga aquela situação no seu twitter/facebook/blog, você cria uma página na internet pra propagar seu ódio... Enfim. Entenderam meu ponto.
~*
Acho que a grande lição de moral nisso tudo é que preciso ocupar meu tempo de maneira mais produtiva ao invés de ficar filosofando sobre essas coisas imbecis.
Bom, não sei vocês, mas eu não odeio de fato nenhuma banda. Não consigo lembrar pelo menos. Ou eu não gosto da banda ou, se ela é muito ruim, eu desprezo. E como todos sabem, desprezo não é ódio, então achei que perdia um pouco do sentido da coisa.
E aí esses dias, com o ócio batendo profundamente na minha vida, me peguei pensando que odiar é um negócio muito forte. Você tem realmente que estar disposto a odiar algo/alguém, porque demanda energia, tempo e força de vontade. Por exemplo, peguemos o caso dos gays e dos homofóbicos. Uma coisa é você não achar certo casais do mesmo sexo, mas continuar vivendo sua vidinha de boa; outra bem diferente é achar errado, pregar que é uma abominação e incitar violência e/ou a inconstitucionalidade de o movimento gay pedir pelos mesmos direitos da população heterossexual.
Você, cidadão mediano, vivendo tranquilo na sua, vê um casal gay e talvez pense "ah, que coisa horrível", depois de cinco segundos volta a ler seu jornal, seu livro, regar as samambaias, não sei. Mas você não joga lixo na casa deles, você não bate neles com uma lâmpada, você não despede sua diarista porque ela é lésbica... É um preconceito, sim; mas é o tipo de coisa que dá pra ir remendando com o tempo, porque dá pra conversar e argumentar com pessoas assim, e eventualmente elas entendem - ou aceitam - que homossexuais sempre existiram, e que eles não tentam converter todo mundo (como se fosse uma seita ou sei lá).
Que odeia gays - ou negros, ou pobres, ou na'vis, sei lá - gasta uma quantidade absurda de energia e tempo da própria vida propagando esse ódio. Porque quando você vê algo que odeia, você fica com raiva, aquilo estraga seu dia, você xinga aquela situação no seu twitter/facebook/blog, você cria uma página na internet pra propagar seu ódio... Enfim. Entenderam meu ponto.
~*
Acho que a grande lição de moral nisso tudo é que preciso ocupar meu tempo de maneira mais produtiva ao invés de ficar filosofando sobre essas coisas imbecis.
Sunday, December 11, 2011
De presentes de Natal que eu não vou ganhar
1. Um elfo doméstico.
Ok gente, eu sei que elfos domésticos normalmente (vide Dobby) não recebem salário etc, mas eu não sou do tipo de mestra maldosa; cuidaria bem do meu elfo, permitiria folgas e, sempre que possível, daria uns bônus pra ele gastar como quisesse. E ele ganharia presentes de natal e coisas assim.
2. Um computador só pra jogar Skyrim. Ou o jogo pro xBox, tô aceitando.
Meio auto explicativo; meu note não tem capacidade de rodar o mega foda jogo Skyrim - talvez obra divina, para que eu não me perca eternamente no jogo e nunca mais veja o mundo exterior. Mas como meu primo recém adquiriu um xBox, se eu tiver o jogo posso ficar tranquila, ninguém na família curte esse tipo de jogo e ele vai ser meu para todo o sempre.
3. Sandman Absoluto.
É a mais perfeita coleção já criada. É lindo. É Sandman, gente, e tem quilos de extras... E é tipo duzentos reais cada, ou seja, qual a chance? (Papai Noel, please? .__.)
4. Um vale-curso de kendô.
Sou apaixonada por artes marciais desde sempre, e por kendô desde Samurai X. Imagina eu mandando aquelas técnicas muito loucas?! E nem dá pra argumentar que eu sou baixinha/magra blablabla, muitos samurais não eram lá essas coisas em termos de altura e força e mandavam super bem. Ou seja, seria foda.
~*
Se pensar em mais coisas, faço uma parte 2!
Ok gente, eu sei que elfos domésticos normalmente (vide Dobby) não recebem salário etc, mas eu não sou do tipo de mestra maldosa; cuidaria bem do meu elfo, permitiria folgas e, sempre que possível, daria uns bônus pra ele gastar como quisesse. E ele ganharia presentes de natal e coisas assim.
2. Um computador só pra jogar Skyrim. Ou o jogo pro xBox, tô aceitando.
Meio auto explicativo; meu note não tem capacidade de rodar o mega foda jogo Skyrim - talvez obra divina, para que eu não me perca eternamente no jogo e nunca mais veja o mundo exterior. Mas como meu primo recém adquiriu um xBox, se eu tiver o jogo posso ficar tranquila, ninguém na família curte esse tipo de jogo e ele vai ser meu para todo o sempre.
3. Sandman Absoluto.
É a mais perfeita coleção já criada. É lindo. É Sandman, gente, e tem quilos de extras... E é tipo duzentos reais cada, ou seja, qual a chance? (Papai Noel, please? .__.)
4. Um vale-curso de kendô.
Sou apaixonada por artes marciais desde sempre, e por kendô desde Samurai X. Imagina eu mandando aquelas técnicas muito loucas?! E nem dá pra argumentar que eu sou baixinha/magra blablabla, muitos samurais não eram lá essas coisas em termos de altura e força e mandavam super bem. Ou seja, seria foda.
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Se pensar em mais coisas, faço uma parte 2!
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