Hm. Juro que na minha cabeça, a frase tava mais legal, mas na minha cabeça as frases são tridimensionais - não são só palavras, são significados, cores, associações e tudo o mais. Mas enfim.
Uma das minhas teorias - recentemente formulada, veja bem - é sobre sentimentos.
Na verdade nem chega a ser uma teoria, mas com os diabos.
Assim. Não sei vocês, mas eu dificilmente me apaixono por aquilo que costuma ser o tipo convencional de homem (meus leitores do sexo masculino heterossexuais também não) - sabe, bonito, inteligente, bem humorado, bem-vestido, aquele tipo de cara de capa de revista. Muito mais fácil eu me apaixonar pelos boêmios e trovadores do mundo. Que importa beleza quando no fundo eu me perco mergulhando nos olhos deles? Que importa um rosto bonito quando eu presto atenção mesmo é na barba arranhando meus ombros? De que vale um corpo sarado se no fim eu vou sentir o corpo pesando sobre o meu de qualquer modo? Pra quê cuidar das unhas (ah sim, a nova geração de rapazes faz as unhas, essa raça abominável que são os metrossexuais) se o que vale é o que elas sabem fazer, e a doçura ou selvageria com que fazem?
Mas isso foi uma digressão. Já faz tanto tempo que não me apaixono - salvo a paixonite platônica de menina de 14 anos - que nem sei mais por quem me apaixonaria. Na verdade, nem sei se valeria a pena. Não... Não é esse o termo. Só que a idéia de amor e etc que eu tenho (diria "nós" mas prefiro evitar o risco da generalização) ainda é um bocado romântica. Ah, eu finjo que não, mas é sim. E as coisas não são desse jeito, assim bonitas e perfumadas. Amor e relacionamento são difíceis de lidar, de aceitar e de manejar.
Veja bem, não que isso seja desculpa pra não fazer. Não é. Mas as coisas são assim, são como são. Largar o romantismo e a idealização de lado é difícil, porque é bonito. Mas a realidade não é assim tão bonita - não no sentido convencional; ela é bonita por ser real, por ter beleza e espinhos tudo junto ao mesmo tempo agora. Morde e assopra, bate e beija.
Não tenho pressa de amar, de descobrir o amor, o que quer que seja ele. Minha vida bandida me traz experiências ótimas, não só no sentido físico da coisa, e acho que afinal posso dizer, após um ano de muita vadiagem, que estou em paz comigo.
Hm. Foi uma digressão e tanto. Mas enfim. Aguardem o best seller: Manual da Devassa! Pocket book de auto-ajuda como nunca viram antes.
Beijos e suco de kiwi, amores!
2 comments:
Devassa, a cerveja? =B
Convencional, pra paixões, eu nunca fui. O único cara tudo-de-bom de quem eu gostei foi na 5ª série, e ele era do 3º colegial, então não conta. Mas que era bonito, gostoso, simpático, divertido, bem-vestido, isso era. Pelo menos na minha lembrança pré-adolescente. É, não conta mesmo.
E, dels, nem me fale em olhos e barba e o resto. Ai, ai...
Bom é saber que tem quem compartilhe dessas mesmas fraquezas, néan, visinïa ;p
=**
*pokerface*
Minha vida bandida diz que meu pedido para os misterios do coração ainda está sob avaliação.
No aguardo, eternamente
Enquanto isso eu colho material pra escrever um livro infame às tuas custas. Causará um FUROR na sociedade! xD
Post a Comment