Acho que é um dos assuntos mais recorrentes desse blog (depois, claro, dos olhos de ressaca e dos meus posts semi-eróticos, mas isso é coisa do passado, colegas), mas e daí? Vamos pro que interessa, minha gente! (o que me interessaria nesse exato instante é um belo dum jantar num rodízio de comida japonesa, tô sonhando acordada com temakis de salmão com cream cheese, mas beleza, eu supero)
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O som ambiente tem tanto atrativos!
Não, colega, não o som ambiente da Avenida Paulista (esse tem outros atrativos, talvez assunto pra outro post) ou qualquer cenário urbano; me refiro ao som do vento nas folhas, os pássaros cantandinho, coisas assim, amenas e tal.
E não só o som. Eu posso me perder por várias e várias horas olhando as montanhas ali na paisagem (só pra constar, tô em Taubaté, daí que tem várias montanhas ao meu redor); ver o lago e como o vento faz ondinhas na superfície dele. Sentar na grama. Subir em árvores (antigamente era só pra subir e ficar de ponta cabeça). E cheiros? De grama, de chuva, de flores, de folhas secas...
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Outro dia eu, a Bea e o Bru estávamos falando de alguma coisa (sempre assim, a gente conversa sobre qualquer coisa e de repente o assunto mudou e ninguém sabe como foi feita a transição) quando começamos a falar sobre como os animais percebem que vai rolar um terremoto, e lembram naquele tsunami de uns anos atrás, que os bichos tinham todos fugido da praia uns dias antes? Só a gente ou mais alguém acha o máximo isso? Essa ligação forte dos animais com o mundo em que vivem, esse senso de sobrevivência e tal. E cadê a nossa ligação com o mundo?
Sério. Porque, né? Somos animais e tudo e tal (quanto ao racionais, sempre achei discutível, até entender que racionais não significa necessariamente inteligentes/sábios). Será que perdemos isso em algum momento da evolução? Será que no meio do caminho da construção do nosso prodigioso cérebro, com neocórtex lindamente funcional e tudo o mais a gente deixou atrofiar partes que nos ligam ao mundo? Ou será que só esquecemos como perceber esses sinais?
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Tem dias que eu fico pensando sobre quem eu sou. Fico lembrando quem eu era e quem eu queria ser. Lembro de uma menininha (sempre o diminutivo; na minha vida, diminutivos são uma constante) séria, sempre sentada em algum lugar com um livro nas mãos, o cabelo preso num rabo de cavalo. Lendo Agatha Christie com 12 anos, Pedro Bandeira desde os 11 (dois livros dele que gostei muito: A Marca de Uma Lágrima - meio que me identificava com a protagonista - e Descanse em Paz, Meu Amor - histórias meio macabras sempre me atraíram). Apaixonada pelo Machado desde O Alienista, aos 14. Sempre lendo. Apaixonada pelo poder das palavras, e, alguns anos mais tarde, fascinada pela insuficiência delas em certos momentos.
Lembro também das brincadeiras de bonecas. Minhas Barbies nunca eram donas de casa ou dondocas. Geralmente eram algo tipo executiva de sucesso, advogada mundialmente conhecida, Médica Sem Fronteiras. Ou ela tinha um alter-ego - tipo jornalista de dia, super heroína de noite. E quase em nenhuma história ela tinha um namorado/marido. Meu Ken era o amigo gay dela. É.
E a época da adolescência; minha maior revolta era não conseguir passar pro papel o que tinha na minha cabeça; fosse em desenhos ou poemas. Ficava com raiva da minha mão incompetente.
A total falta de vontade de me arrumar. Quando digo total, gente, é TOTAL. Dá vontade de queimar as minhas fotos daquela época, eu pareço a Ugly Betty.
E dessa passado bem louco e um bocado condenador, saiu eu! Linda, absoluta, praticamente infinita e presidenta biscate eterna do FOME! Vai entender...
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Beijinhos e suco de kiwi!
2 comments:
As coisas que fazemos quando eramos criancas dizem muito sobre nos. Por que o Ken precisa ser o prince charming sempre? Ele podia ser super amigo gay da Barbie, claro! Depender de criaturas com cromossomo Y nao eh algo sensato.
Por fim, sim srta, es linda, absoluta, praticamente infinita, e minha eterna xuxu!
Beijobeijo
a primeira vez q eu li esse texto achei dificil de comentar. aí eu voltei aqui, olhei ele e pensei "nossa, eu lembro q esse texto era dificil de comentar. olha lá um comentário! tomara q seja meu" mas aí não era.
então 1º: a cor desse texto fez eu pensar por um momento q tava ficando cega. aí eu enxerguei.
2º sua conversa de terremotos e tal super inspirou um projeto q eu tinha q escrever. obrigada.
3º deixa q o orkut pensa por vc quem é vc. enquanto isso vc continua lendo. seu blog, de preferencia, pq eu acredito q a resposta esteja um pouco aqui.
4º flor, vc virou Stephanie. pega seu cross fox e sai desse portão pq vc é absoluta.
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